Novo blog – Laboratório 21

12/20/2010

Para quem acompanhava o Junto e Mixturado, deixo aqui o meu novo endereço. www.laboratório21.com.br

O Laboratório 21 é o Charizard desse Charmander aqui, a evolução de um blog que me dava muito prazer em escrever. O Laboratório 21 vai funcionar pra valer mesmo em março, pois eu estou em intercâmbio e não consigo atualizar com uma boa periodicidade. Porém nesse tempo estou produzindo muito conteúdo, e com certeza toda semana tem coisa nova por lá: novos textos, novas categorias e tudo o que há de bom.

Vai lá me ver, e depois me diz o que achou!

Com esse post, declaro finalizado o Junto e Mixturado. Um beijo para vocês, para o Pelé e para a Xuxa.

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I´ll be back

08/16/2010

Oie. Saudades.

Apesar de eu ter noção de que esse blog nunca chegou a ser um mega sucesso, também sei que muita gente curtiu algumas das idiotices que eu postei aqui, então me senti no dever de dar satisfações sobre o recesso do mesmo (não o elevador, o blog).

Queria dizer que parei de atualizar o Jmix porque tô trabalhando em um novo projeto,  ou porque arranjei um emprego incrível, ou até porque tô namorando e metendo muito. Mas na verdade o grande motivo é a…ah, deixa queto. Brinks, é a preguiça. (Entenderam essa piada? Eu fingi estar com preguiça de responder que o motivo é a preguiça, hilário)

Como vocês podem perceber, mesmo eu estando afastado dessa maravilhosa produção de textos cômicos, o meu senso de humor continua afiado e a minha humildade totalmente esquecida. Dito isso, queria dizer pra vocês que logo mais o blog vai voltar – e melhor do que nunca.

Neste tempo sem postar, eu criei algumas séries de textos que vão ser a base do novo Junto e Mixturado. São elas:

– O diário de um peixe betta

– O analista

– Nego

– 1001 palavras

– (outras que eu esqueci)

Também nesse tempo  eu fiz um curso de roteiro de vídeo, o que me deu mais conhecimento p/ escrever algumas ideias de vídeos, que só dependem de uma série de recursos quase impossíveis de se obter para aí sim serem gravados, mas isso é detalhe.

Não quero ficar adiantando milhões de coisas aqui. A intenção do post é dizer que o blog vai voltar em breve. Mas eu não sei quando.  Por isso, se você estiver interessado em saber sobre o futuro blog, acompanhe no meu twitter as novidades: @henriquema. Se você não estiver interessado eu ainda não entendi o que você faz aqui. Ah, o programa do Bruno Mazzeo se chama Tudo Junto e Misturado, e não tem nada a ver com esse site.

E enquanto não tem coisa nova por aqui, aproveita pra dar uma olhada nos textos que já foram publicados aqui.

Um beijo e um carinho na nuca.

Vídeo da semana

04/13/2010

…porque te achar uma gorda vadia e te mandar recados obscenos no Orkut não é tão ruim assim: ele fez tudo por amor. Volta para ele, Susan.

 

Veja também: “Recado para Daniela”

Toda sala tem

04/07/2010

5 horas por dia. 25 horas por semana. Praticamente 100 horas por mês e 900 horas por ano. Este é o tempo médio que você passa dentro de uma sala de aula no colégio. Na faculdade, no meu caso, essa carga horária cai um pouco, o que não deixa de ser tempo pra caralho. Mas a minha base para análise é na escola mesmo, onde as turmas possuem uma população mais diversificada.

Por mais que você goste de assistir à aula, não tem como se sentir sempre feliz e confortável dentro daquela prisão. A cadeira é dura, o ventilador é barulhento e se não ligá-lo o calor é insuportável. Ter um comportamento teoricamente correto dentro da sala não é pra qualquer um. E é nesse ambiente peculiar que algumas características das pessoas eclodem, surgindo assim personagens marcantes nas classes, cujo os quais você provavelmente já teve algum coleguinha parecido. Veja abaixo alguns exemplos:

O(a) shiiiiu: pessoa que tenta colocar ordem na sala, pedindo, ou melhor, mandando os outros ficarem quietos durante a aula. Mas isso quando está sozinho. Com os amigos, a figura conversa. Frases características: “gente, por favor colaborem!”, “se querem conversar, saiam da sala, porque tem gente que quer aprender”.

O pedido de silêncio nunca é carinhoso nem simpático.

Revolucionário: protagoniza debates épicos junto ao professor toda aula. Quando levanta a mão na hora das perguntas, na verdade promove uma dissertação sobre o tema proposto e sem limite de linhas. Frases características: “ um outro ponto que eu queria abordar é sobre…”, “mas professora, você não acha que isso é utopia?”.

"Companhera pofessora, as lumbriga entra nesse buraco?"

Sussurrador(a): papel geralmente desempenhado por meninas. Localiza-se no centro da sala, lá pela terceira carteira da quinta fileira. Durante a explicação do mestre, a aluna faz questão de comemorar os assuntos abordados sussurrando bem baixinho as Frases Características: “ai, era isso mesmo o que eu ia perguntar!”, “sabia!”.

Cabeleireira fracassada: contenta-se em fazer trancinhas no cabelo da colega da frente. Sempre possui em seu estojo alguns grampos e elásticos. Frases características: “não ficou bom, posso desfazer e arrumar de novo?”.

Relaxe. Se não deu certo como cabeleireiro, você pode ser repórter da Sonia Abrãao.

Mudinho: senta nas primeiras carteiras em um dos cantos da sala. Nunca chega atrasado, e sempre está acompanhado de sua enorme mochila com materiais que não precisam ser levados diariamente para a escola. Não pergunta, não vai ao banheiro, não fica doente, não respira. Só é notado na aula de português, quando a professora pede para ele ler um pedaço do texto. A voz dele, quando divulgada, gera comentários dos colegas. Frases características: “Exercício 1: Leia novamente o texto e procure todos os adjuntos adverbiais presentes no primeiro parágrafo…”.

Regatinha: fortinho que só vai à aula de regata, até no inverno. Blusa e regata por baixo, por que não? Geralmente pratica jiu-jitsu, boxe, ou é só rato de academia mesmo. Frases características: “aumentei o peso no supino ontem, tá pegado!”, “vai, escapa agora!(enquanto tenta te  imobilizar)”

Seja um regatinha você também!

Obs: se você está no Ensino Fundamental, troque jiu-jitsu e boxe pelo judô. Se você está no Primário, esquece isso e veja um desenho bonitinho.

Regatinha for kids

Figurantes: sempre se mostram estáveis, nem muito alegres, nem muito tristes. Eles ajudam na arrecadação de alimentos para a gincana e vão aos passeios, mas são apenas figurantes. Você não sabe o nome deles. Se sabe, é por que:

a)      Ele caiu na sala de aula (quedas são sempre marcantes)

b)      Ele beijou algum outro figurante, formando um casal figuração

c)      Você é um figurante.

Frases características: “bom dia”, “com licença”, “até amanha”.

Estranho(a): precisa explicar? Pessoas com amigos imaginários, usuários de pochete, bandana, pager ou cocaína, fãs do RBD, Calypso ou Cláudio Zolli, torcedores da Portuguesa, jogadores de xadrez, detentores de mono celhas, mono tetas ou mononucleose, viciados em hentai ou só aquela pessoa que você enxerga como um assassino em potencial. Frases características: “eu vejo gente morta”, “posso entrar no seu grupo? É que eu estou sem e…”

"Os estranhos vão dominar o Brasil!"

Cocaman: volta de todo intervalo com uma latinha de Coca-Cola na mão. Muito provavelmente no futuro esse vício será substituído por outro, desta vez mais pesado e prejudicial à saúde, tal como o guaraná Dolly. Frases Características: “glub, glub, glub!”.

Anota-tudo: Você chega na sala e a personagem já tá com o caderno aberto, 5 canetas coloridas (2 com brilho), marca-texto, branquinho, lapiseira e borracha em cima da mesa. Posiciona-se estrategicamente no local com melhor ângulo para enxergar o quadro e o professor. Assiste à cada aula como se fosse a última de sua vida: anota cada detalhe, Frases Características: “professor, você pode repetir?”, “calma, fala mais devagar!”.

Traumas de infância

03/23/2010

A infância é a melhor fase das nossas vidas, vamos combinar. Alguns até podem discordar disso, dizendo que no colégio é divertido, na faculdade um mundo novo se abre, mas dizem isso porque ninguém se lembra da infância com clareza, infelizmente. Que qualidade de vida.  As maiores preocupações eram não perder o Pokémon às 17h (ou às 22h), fechar o Sonic 2 no MegaDrive e comer todo o brócolis no jantar. Só que, apesar de toda essa mordomia, é na infância que acontecem aquelas coisas que você vai ficar relembrando com certa tristeza, às vezes inconscientemente – são os chamados traumas, do grego tráuma, que significa ferida. E eu tenho algumas feridinhas bem curiosas, que vou contar para vocês.

Altura –  Hoje eu sou um cara baixo. Mas até os 12, 13 anos eu era tipo um anãozinho mesmo (anão com diminutivo, notem a ênfase). E essa disparidade de comprimento minha para com o resto dos meus amiguinhos se acentuava no time de basquete que eu jogava. Porque no basquete você tá ligado como é, tem 12 anos e mais de 1,80m entra no time. Então isso fez com que eu crescesse (pelo menos eu cresci) com essa neura maldita, que dura até hoje. Portanto, se você estiver perto de mim por mais de um minuto, pode ter a certeza de que eu já comparei a minha altura com a sua. Eu juro, penso nisso o dia inteiro. Esse é o meu maior trauma. Já dizia Fábio Rabin em seu stand up, homem tem que ser alto no máximo até você, maior que isso incomoda.

Tente adivinhar quem sou eu na foto.

 Topete –  Eu sou descendente de índio. Daí vem meus cabelos lisos e sedosos, o que me impossibilitou de ser usuário de uma das modas mais maneiras que já existiram: o topete. Lá pra 4ª, 5ª série isso era a sensação na minha escola. Hoje em dia esse visual já está mais banalizado, creio eu. Mas no auge da Casa dos Artistas, com o Supla sendo um ídolo nacional, cabelo em pé era tendência. Então naquela época eu tentei de tudo para o meu maldito cabelo ficar em pé mais de 1h (em um futuro não tão próximo já imagino o que terei dificuldades para manter ereto): gel fixador, clara de ovo, laquê, gel fixador supreme, pomada maluca etc. Nada deu certo. Depois de meia hora que havia feito meu penteado arrasador, lá estava o meu cabelo tooodo caidinho pro lado.

Chiquititas – Para quem tem menos de 15 anos, Chiquititas foi o marco de uma geração, tipo um High School Musical com crianças pobres e órfãs surpreendentemente felizes. Só que, pela mesma dificuldade que existe para um menino assumir que é fã de HSM, RBD ou do movimento GLS, eu tinha vergonha de contar para os meus amiguinhos que meu ídolo era o Mosca. Com isso, a minha tortura matinal era ouvir as meninas comentando sobre o capítulo do dia anterior e eu não poder ir lá e dar a minha opinião também. Muito pelo contrário, tinha que ficar de braços cruzados resmungando algo do tipo “aff, Chiquititas é frescura”.

Festa Junina – Sempre curti dançar quadrilha. Até a fatídica dança extra, na 5ª série. Eu estudava de manhã, só que naquele ano faltaram meninos para dançar na turma da tarde. Bem disposto que era, manifestei logo o meu interesse em cobrir uma das vagas restantes. Até aí tudo bem: dancei primeiro com a minha sala, junto com a menina que eu havia ensaiado por alguns dias. Ótimo. Daí veio a segunda dança e logo percebi que não ia dar certo. Me colocaram como parceiro de uma menina grande, bem grande. E eu, como já disse anteriormente, sempre fui um dos baixinhos da turma. Mas fui, fiz a coreografia inteira com tranqüilidade, minha família na arquibancada tirando fotos e eu com o sorriso no rosto. Só que eu me esqueci de um detalhe: no final da coreografia, os meninos deveriam carregar suas parceiras no colo até um determinado ponto. EU NÃO TINHA A MÍNIMA FORÇA NEM PRA CARREGAR O JOELHO ESQUERDO DELA! Fodeu. Os minutos que sucederam esse desespero marcaram para sempre a minha vida: após eu hesitar algumas vezes em carregá-la, a troglodita num ato só me pegou e levou até o local determinado, invertendo os papéis. Enquanto eu era carregado, chorei bastante. Até hoje eu entro em depressão ao ver uma camisa listrada e uma calça furada.

Orelhas de abano – Não que elas sejam tão escrotas assim, mas me incomodam. Por isso, sempre optei em usar um penteado cobrindo-as, para que não roubassem a cena. Só que o trauma era agravado quanto eu ia ao cabeleireiro. Sabe quando ele precisa cortar bem atrás das orelhas, e faz sem nenhum carinho aquele movimento de dobrá-las para fora? Eu morria um pouquinho nessa hora. Para mim, até hoje, eu acho que as minhas orelhinhas pontudinhas vão ficando um pouco mais esgarçadas a cada ida ao cabeleireiro. ]

BÚ!

O verbo “enriquecer” – Aulas de história. Na maioria delas você dorme, joga um game no celular ou fica naquele estado de transe, não é? Pois então, nessas aulas vira e mexe o professor pronuncia, com entonação específica, o verbo “enriquecer” e seus derivados, tais como “enriquecimento” e “enriquecido”. E pela sonoridade dessas palavras eu SEMPRE achava que estavam me chamando. Esse com certeza é o meu trauma mais estranho, mas faz todo o sentido.

Os filhos da amiga da sua mãe – “A gente tem que marcar um dia para o Claudinho ir lá em casa passar a tarde brincando com o Henrique”. Porra mãe, não fode. Se você é amiga da mãe dele, chame-a pra ir ver a novela com você, pô. Mas eu nem conheço o Claudinho direito, e ele vai acabar indo em casa depois da aula. Nas primeiras horas até vai ser divertido: almoço, vídeo game, um basquetinho na tabela de plástico do quintal e até um duelo Pokémon no Game Boy. Mas uma hora o ânimo e as opções se esgotam. E aí? E aí que você fica torcendo pra mãe do Cláudio chegar e você poder tomar um banho, deitar na cama e jogar vídeo game sozinho.

Se identificou com alguma dessas histórias? Tem algum trauma mais interessante? O blog tá de volta, e conto com as opiniões de vocês pra melhorar esse troço.

O carnaval de um sonhador

02/18/2010

Ah o carnaval. Azaração, alegria, foliões bêbados, músicas escrotas e novas amizades. Resumindo: muitas histórias para contar. Mas além disso eu aproveitei o feriado para fazer uma das coisas que mais gosto: dormir. E o resultado? Mais histórias para contar.

É que, desde pequeno, eu sempre sonhei muito. Mas não aquelas coisas tipo caindo de um prédio, ou que tem uma cobra na minha cama. Comigo é superprodução mesmo. Por isso resolvi anotar todos os meus sonhos logo depois que eles acabavam, e agora vou mostrar o resultado pra vocês em ordem cronológica.

Só para deixar claro: eu transcrevi os sonhos praticamente do jeito que anotei no momento em que acordava, com exceções para alguns erros gramaticais. Mas não quis alterar a estrutura dessas histórias porque acho que um pouco da graça da coisa também está nessa escrita meio preguiçosa, meio confusa. Leiam aí e tentar imaginar esses sonhos, e se alguém também já teve um dos bons me conte depois.

11/02 – Moro numa casa tipo chalé, onde conheço um menino meio sinistro que pede para eu jogar basquete com ele. Eu dou uma camiseta do Adriano do Flamengo pra ele (se pá nessa hora eu era o Adriano). E nessa casa tem uma chave gigante e brilhante flutuando, estilo GTA. Enquanto isso, às vezes a tela se divide e aparece o Faustão entrevistando pessoas. Uma hora ele até se emociona.

Adriano também aproveitou o carnaval.

12/02 – Estava em um galpão que parecia um estacionamento gigante e todo mundo queria matar o meu amigo Jack Bouer. Eram muitos vilões contra ele, todos armados e com facas também, uma hora até acertaram uma faca na cabeça dele, mas Jack não morreu. Teve um momento muito triste que foi quando mataram uma mocinha muito legal e bonita, ela foi morta por uma mulher que pensávamos ser do bem. Eu e o Jack consolamos a mocinha até ela partir. Em um momento me vi num carro com uma velha maligna que, enquanto conversava comigo, dava injeções em mim que doíam demais. Enquanto isso, o Jack matava pessoas, até que uma hora ficou 1×1. Ah, tinham horas que o Jack pedia para descansar um pouco e os vilões aceitavam, achei engraçado. Uma hora a velha injetou algo que me matou e eu acordei assustado.

13/02 – Eu estava meio acordado, meio dormindo, naquela fase de transição quando você vai dormir, sabe? Então foi bem estranho, mas vamos lá. Do nada eu comecei a conversar com um cara, e disse a ele que queria dormir. E várias pessoas começaram a aparecer concordando comigo. Daí eu disse para eles que todos na verdade eram eu, porque eu que estava imaginando cada um deles. Eles concordaram. Ao invés de dormir, vim escrever isso aqui. Fim.

13/02 – Praticava uns golpes de caratê em uma academia quando chegou o Dourado do BBB. Ele propôs uma luta contra um amigo meu que eu prefiro não revelar o nome. Era o Andres. Daí a luta tinha uns movimentos impossíveis no estilo “O tigre e o dragão”, e quando meu amigo estava prestes a perder eu entrei para defendê-lo. No final nós paramos a batalha e começamos a conversar sobre a votação (?).

#douradofacts

14/02 – O mundo era um caos. Robôs pifavam pela rua, eu provavelmente estava no futuro. Almocei uma pílula e depois meus companheiros de apartamento chegaram: Leonard, Sheldon, Raj e Howard (personagens da série Big Bang Theory). Eles eram robôs e estavam todos quebrados. Um deles infelizmente havia perdido as duas pernas. Eu disse para esse não se abalar, pois ainda poderia participar das paraolimpíadas de robôs.

15/02 – Opa, sonho erótico.

16/02 – Eu estudava numa escola no período noturno e os professores falaram para ninguém sair da sala no intervalo, porque era perigoso. Então eu fiz uma salada e saí pela classe pedindo atum sólido, mas ninguém tinha. Na sala de aula, alguns alunos (os nerds) estavam bêbados e ficavam me agradecendo por isso. Acho que antes da aula eu havia feito um churrasco.

17/02 – Eu estava com meu pai conversando quando surge a voz de um locutor e uma legenda embaixo escrito tudo o que ele dizia. Eu tinha a missão de levar o Dwight Howard até um local para ele se curar, mas verdade era tudo uma armadilha para mim, pois eu era um herói. Meu pai me avisou para tomar cuidado mas mesmo assim eu fui. Só que o Howard começou a correr atrás de mim e meus poderes não funcionavam: não conseguia voar nem usar o kamehamera. Acordei quando eu ia apanhar muito.

18/02 – Era o meu primeiro dia de aula em uma escola desconhecida. Minha classe não tinha muitas pessoas conhecidas, e logo no primeiro dia já teve uma prova, e eu colei. Em um momento a professora me acusou de ter dado um soco em um afro-descendente, e me chamou de preconceituoso. Mas, em seguida, o garoto disse que eu era o único que havia defendido e se preocupado com ele, e então eu briguei com a professora. Os “líderes” da sala eram muito bobos, e as meninas tinham um estilo bem estranho: cabelos bagunçados, vestidos de gala e all-star. Todas elas estavam me dando mole. Depois da aula fui com amigos em um restaurante japonês, mas esqueci de comer temaki.

O BBB e a realidade distorcida

02/09/2010

(Agradecimento atrasado e merecido para a Jéssica Sandri, que através de uma conversa me inspirou para esse post)

E nos deparamos com mais um começo de ano onde o assunto mais comentado do Brasil é o tal do BBB. Nos portais de notícias, nas conversas entre amigos, na Sônia Abrão e até no Twitter só se fala disso. Eu não podia ficar de fora dessa. 

Oie! Só tô aqui pra lembrar que todos vão morrer um dia! Êba!

Tem muita gente que faz questão de pagar de intelectual falando mal do Big Brother, e isso me deixa puto. Você não é menos inteligente por assistir um reality show. Você é menos inteligente se não souber qual o presidente brasileiro que sofreu impeachment, por exemplo. Ou se você nem sabe o que é impeachment. Outra coisa irritante é quem fala que assiste só para não se sentir deslocado. Queridão, se você precisa saber quem tá no paredão para interagir com as pessoas, não acha que tem alguma coisinha errada? Pense nisso. 

Eu acompanhei todas as 10 edições. Sempre gostei. Por outro lado, há certas coisas que me incomodam um pouco nesse tipo de programa. Primeiro que aquilo é tudo, menos um reality show. E eu acredito que seja impossível existir um programa que mostre a realidade, a “verdade” de cada pessoa, porque quando você sabe que tem uma câmera te filmando, você age diferente, não tem jeito. Pra ser reality teria que ser algo tipo O Show de Truman

E há outros elementos do formato do programa que contribuem para essa distinção do mundo real. Em que lugar as pessoas ganham dinheiro (estaleca) para comprar comida através de um jogo de tiro ao alvo? Ou qualquer pessoa que tenha como maior preocupação apontar “quem você tem menos afinidade na casa”. Também não me venha falar que a diferença é dos nossos heróis terem liberdade de fazer e falar o que quiserem. Outro dia eu vi no UOL (sim, eu vejo as notícias do BBB todo dia) que sei lá quem tomou esporro porque tava falando sobre o Pânico. Tem vários vídeos no Youtube mostrando as broncas da produção nos participantes, um até por causa de um alicate. Então sabe-se lá o que mais é planejado, ou orientado.Mas sem exageros, sem o papo de que Big Brother é todo armado, que a Globo escolhe quem ganha. 

Sobre os participantes, tem um detalhe que sempre me deixa encucado. É a famosa acusação “ele está jogando!” Cara, todo mundo dentro do reality está jogando. Se alguém não estiver, avisa logo quem é café com leite porque daí esse não pode ganhar o prêmio. Pagar de santinho, não combinar votos nem fazer complôs é uma estratégia de jogo, ponto. 

Mas deve ser complicado entrar no BBB, vamos admitir. Apesar da fama repentina e dos fãs temporários que os caras conquistam, o after badalação deve deprimir. Hoje, no Orkut, o primeiro vencedor tem em sua homenagem a comunidade “Kleber Bambam – 1º Grande BBB” com 710 pessoas (para comparar, a da Fernanda, atual participante, tem 547 MIL membros). 

Teste: esse cara participou do último BBB. O nome dele em 5, 4, 3, 2, 1...

Para concluir esse meu post totalmente cultura inútil, aqui vai uma breve análise de cada participante do BBB10: 

Alex – é o típico vilãozinho de reality show. 

Ana Marcela – Ana quem? 

Anamara – imagina essa tarada na cama. 

Angélica – começou quietinha, agora já tá beijando umas minas. Tô gostando. 

Cadu – estilo o Alemão que já ganhou um BBB. Se pá ganha. 

Cláudia – lá vai a bunda passeando pela feira,… 

Dicésar – tiozão gay que tenta ser best friend de todos. Adooogo. 

Dourado – não o chamaria pra ir na Figueiras comigo, mas é sincero. 

Elenita – uuuuurgh. Quero que ela continue confinada, PARA SEMPRE E BEM LONGE DE MIM. 

Eliéser – burro pacarai. Mas ele pegou uma bunduda, tem o meu respeito. 

Fernanda – Não fala, não briga e quase não respira. Fica lá de boas, gostosando. 

Joseane – FAIL² 

Lia – intensa a menina, né? 

Michel – punheteiro profissional que ganhou um bola e deve tá pensando em quantas ele vai pegar lá fora. 

Sérgio – o Orgastic se deu bem, porque ninguém vai querer votar no viadinho ingênuo e correr o risco de parecer preconceituoso. 

Tessália – Twitess nos ensinou uma valiosa lição na sua passagem pelo programa: nunca faça um blowjob em rede nacional. Tá anotado. 

Uilliam – cumpre a cota de negros do programa.

Risada falsa – crie já a sua e seja feliz!

01/21/2010
Você está cansado de aguentar pessoas contando piadas inúteis no seu ouvido? Seus amigos sempre te chamam de mal-humorado por não rir dos trocadilhos deles? Você não suporta mais ser excluído da sociedade só porque não vê graça na piada do pavê? Pois seus problemas acabaram!

Vou ensinar uma coisa bem simples, mas que vai mudar a sua vida, de verdade. Comigo funcionou, pelo menos. E a teoria que me fez criar esse estilo de vida é óbvia: quando uma pessoa te conta alguma piada (história cômica, imitação, dança escrota, trocadilho etc), a intenção dela é fazer você rir, e se não conseguir isso ela vai ficar triste. Então por que deixar uma pessoa triste à toa?

Já me falaram que esse moleque parece comigo.

Portanto eu aconselho a criação de uma risada falsa constante, que aos poucos será introduzida no seu dia-a-dia, ao ponto das pessoas não notarem que você não viu nenhuma graça no que está acontecendo, na real.  Nós fazemos isso diariamente, ou vai me dizer que você ri toda vez que manda no MSN um “hahaha”, “kkkkkk” ou “rsrsrs”? E também já demos muitas risadas forçadas. O que eu defendo aqui é você manter um padrão para sua encenação não ser questionável. Mas pense bem, não vai fazer isso com todo mundo. Se você tem um irmão bobo e começar a rir sempre dele, logo terá um monstro em sua casa que sofrerá da síndrome do Ary Toledo.

A risada falsa é uma boa quando seu sogro tenta descontrair o ambiente com uma piada que ele viu no livro do Casseta e Planeta, ou quando a sua professora não pára de contar histórias não-engraçadas que aconteceram com ela. Mas teve uma situação em que eu precisei mesmo de um riso fake e bem treinado.

Google - imagens - "risada engraçada". O trabalho de pesquisa desse blog é muito profundo.

Se coloque nessa: uma sala de CFC (Curso de Formação de Condutores) com umas 20 pessoas desconhecidas e um professor serelepe. O cara é gente boa, é simpático, mas não, ele não é engraçado. Para mim. PORQUE PARA AS OUTRAS 19 PESSOAS ELE É UM HUMORISTA NATO! Tudo o que ele falava fazia a galera ir ao delírio, o que dava ainda mais moral pra ele dar vários combos de imitações+gracinhas+comentários infames.

No primeiro dia tudo bem, eu fiquei na minha e achei que fosse lidar bem com a situação. Mas o CFC tem 9 DIAS DE 4 HORAS E MEIA, com o tempo não dava mais pra ser o chato da turma. E eu percebia que o professor acabava as piadas e me lançava um olhar com um significado tipo “tá vendo, só você não gosta”. Foi aí que num belo dia eu resolvi começar a rir do que ele falava. E a minha vida mudou! Os outros alunos começaram a conversar mais comigo, o professor puxava assunto antes da aula e o clima ficou bem mais agradável.

Se você analisar bem a situação, esse cara era como o Zorra Total para mim. Eu não gosto, mas não tenho o direito de chegar pra minha avó, que assiste ao programa todo sábado, e falar que os quadros são toscos e manjados. Muito mais fácil eu fingir que gosto e ganhar uns bolinhos de chuva em troca.

"Aí vó, Zorra Total é bem loco!Êba!"

Para finalizar, aqui vão algumas dicas para você criar a sua própria risada falsa:

– Evite uma risada muito escandalosa e cheia de particularidades (soluços, abertura exagerada da boca e gritinhos). Opte pelo genérico.

– Certifique-se de que você não será o único a rir (se estiver com mais de uma pessoa).

– Cuidado ao terminar a sua encenação. Procure não encerrar de forma brusca, com mudança repentina da expressão facial. Estas atitudes podem colocar em dúvida a veracidade da sua risada.

“Oh oh moment”

01/17/2010

Eu tenho certeza que você já teve um. Vários, na verdade. E a maioria deles são fáceis de identificar, mas tem uns que só depois de um tempo você reflete e em seguida pronuncia um longo e sonoro “puuuuuutz”. Já explico.  

Vi isso no filme Alfie – O Sedutor, onde o protagonista (Jude Law) dá esse nome ao momento em que ele percebe que um relacionamento não vai dar certo, por causa de alguma atitude da companheira. No caso dele, a mulher fica bem loca no ano novo e quando vai fazer um brinde quebra as taças. É o momento do “ops, tem algo errado”.  E esse “oh oh” é tipo aquele som que o icq fazia quando alguém enviava uma mensagem, sabe?

"Se em teu formoso, risonho e límpido...A imaaaagem" - Oh oh!

 O glorioso Alfie, pegador do nível de Oliver e Zé Mayer, só cita momentos constrangedores que ele teve com mulheres. Eu vou além. Essa teoria também pode ser aplicada a ações positivas e com todo tipo de pessoa. A vida é cheia de pequenos fatos que dão um estalo na sua cabeça, que fazem perceber uma nova realidade sobre alguém.

"Você se importa se eu tirar a camiseta?" - Oh oh!

Acho que um exemplo clássico de um “oh oh moment” é quando alguém solta um “eu te amo” precipitado, bem no começo de um relacionamento, e o companheiro(a) fica com aquela cara de “não sei se não falo nada ou se agradeço”. Amigos também são campeões em protagonizar esses momentos, tipo quando na balada o amigo, amigo MESMO, beija a amiga desprovida de beleza exterior só para que seu brother fique com a amiga bonita (se o cara é guerreiro por natureza não conta). Sim, se você pensou que tirei essa situação do meu passado, acertou. Tem também quando você fica doente, e consequentemente chato, mal-humorado, porque pessoas doentes geralmente não ficam serelepes, daí percebe que os únicos que te aturam são seus pais e sua vó que vai cozinhar pra você.

Tirando essas situações que, depois de você passar por elas, tornam-se histórias que rendem boas risadas, dá pra citar outras mais bonitas e marcantes onde os laços de amor e amizade são estreitados eternamente (ou o contrário disso, isto é, fode tudo). Mas eu acho que já deu pra entender como funciona a coisa.

Oh oh!

Então é isso. Esses momentos estão perdidos ao longo da vida, e vale a pena tentar notá-los. Por menor que seja, por mais imbecil que pareça, com o passar do tempo é isso que a gente vai guardar na memória. Tá, falei agora como um sênior esbanjando experiência de vida, mas é só assistir um filme que você vê como os “oh oh moments” são essenciais na construção das histórias.  E bons momentos pra você.

O Analista – Xibom Bombom

01/14/2010

Bom xibom, vou aproveitar que o blog está no começo para testar alguns dos estilos de texto que eu desenvolvi. Em “O Analista”, a ideia é analisar (deer) uma letra de música que me chame a atenção. Pode ser pelo excesso de absurdos, pela falta de concordância, pela criatividade ou simplesmente por eu achar engraçado.

Dito isto, a primeira pérola que vou comentar é a clássica (rs) música “Xibom Bombom”, sucesso do saudoso (rsrs) grupo As Meninas, liderado pela incrível (rsrsrs) cantora Carla Cristina. Antes de zoar, vale lembrar que “Xibom Bombom” chegou a ser indicada no VMB de 2000, e todo mundo sabia/sabe a letra. Esta não é a música que mais me chamou a atenção, mas foi após escutá-la que tive a ideia da saga “O Analista”, portanto nada mais justo do que estrear com ela. 

Última coisa: já vou avisando que eu respeito todos os autores das músicas que comentarei aqui, porque muito provavelmente fizeram sucesso, agradando a um determinado grupo de pessoas, mas dificilmente sendo unanimidades. Só que nem Jesus foi uma unanimidade, não é mesmo? (nota mental: parar de assistir programas evangélicos durante a madrugada). Entendam tudo como uma brincadeira, por favor.

Alguém aí lembra de mim?

Vamos lá. Em negrito a letra original e em itálico a análise.

Xibom Bombom

Compositores/Culpados: Rogério Gaspar e Wesley Rangel

Bom xibom, xibom, bombom (legal, esse refrão marcou época, é divertido)
Bom xibom, xibom, bombom (como era mesmo a coreografia?)
Bom xibom, xibom, bombom (eu sei que você lembra, não precisa disfarçar)
Bom xibom, xibom, bombom (vamos lá, pelo refrão a música deve ser bem alegre)

Analisando essa cadeia hereditária  (legal, rolou uma pesquisa…)
Quero me livrar dessa situação precária   (…tirou algumas conclusões, muito bem)
Onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre  (bom raciocínio e tema interessante, desigualdade social é uma pauta que está sempre em alta)
E o motivo todo mundo já conhece  (corrupção? Má distribuição da população? Impostos? Diz que siiiiim!)
É que o de cima sobe e o de baixo desce (ahn?)

Bom xibom, xibom, bombom (tô fazendo a coreografia…)
Bom xibom, xibom, bombom (…mas também tô pensando nos motivos desse problema)
Bom xibom, xibom, bombom (bom bom não tá, não tá nada bom)
Bom xibom, xibom, bombom (será que não tinha nenhuma outra rima para “bom”, que não fosse “bombom”?)

Mas eu só quero
Educar meus filhos
Tornar um cidadão
(bonito isso)
Com muita dignidade (taí, “dignidade” é uma palavra sensacional para uma música. Quando você brincava de cantar músicas que tinham uma determinada palavra, no ônibus, turma da frente x turma do fundão, duvido que conseguiria pensar em uma com “dignidade”)
Eu quero viver bem (nossa, jura? Eu também meu, que coincidência!)
Quero me alimentar (o Faustão também, mas ele não pode! TUTS TÁ)
Com a grana que eu ganho
Não dá nem pra melar
(a cueca?)
E o motivo todo mundo já conhece (aham conheço, você vai falar uma frase escrota que não explica nada)
É que o de cima sobe e o de baixo desce (o motivo da desigualdade é a desigualdade? Pensando bem, ia ficar difícil fazer uma coreografia para corrupção, por exemplo. Mas aqui vai uma sugestão: Posicione uma mão com a palma para cima, e com a outra, coloque o dedão para baixo acima da outra mão, e fique abrindo e fechando os outros quatro dedos. Agora é só se divertir com seus amigos na dança da corrupção!)

Bom xibom, xibom, bombom (já que eu não sei a solução para os meus problemas, vamos comemorar!)
Bom xibom, xibom, bombom (viva as desigualdades!)
Bom xibom, xibom, bombom (viva os baixos salários !)
Bom xibom, xibom bombom (será que o “bom xibom” tem a mesma função do “tchuin-tchuin-tchunclain”, no chaves? Eu torço para que os compositores tenham feito o refrão com uma carga de ironia)

E aí, gostou? Se quiser deixar alguma sugestão de música para ser analisada, ou se achou esse “quadro” uma merda, me avise! Até domingo!